Sinto-me cair lentamente no doce silêncio da noite,
Um silêncio que custou tanto a chegar... uma presença que parecia não desaparecer.
Quando sigo perdido no limbo entre o adormecer e o acordar,
Oiço um grito à distancia que me rasga a alma...
E lá estás tu, tão longe e ao mesmo tempo tão perto.
Nem nos sonhos me deixas em paz, nem na minha mente encontro refúgio da tua voz.
Cobres-me com a tua escuridão, tentas obstruir toda a minha luz,
Aquilo que antes era um mundo belo, hoje vê-se tingido por tons de cinzento.
Eu viro-me e tento fugir, calar as vozes que gritam dentro de mim, que me dizem...
Nem sei o que me dizem, é como se estivesse sozinho numa festa,
E apenas oiço pessoas a falar, pessoas que não estão lá quando me viro,
Apenas o teu rosto que ensombra os meus sonhos.
Acordo com o coração a bater nos ouvidos,
Não sei quanto tempo passou, mas pareceu-me uma eternidade,
Mas afinal foram só minutos desde que consegui adormecer.
E fico assim deitado a olhar para o ar, como se olhasse através de um vidro fosco.
Nestes momentos de solidão, em que o tempo parece parar,
Em que as estrelas parecem brilhar mais intensamente,
Tento agarrar a minha sanidade, que foi puxada em mil direcções.
Será que importa? Será que vale a pena?
Será que as lágrimas que me escorrem pelo rosto valem alguma coisa???
Claro que valem... depois da escuridão vem sempre a luz, depois da tempestade...
Bem vocês sabem como é...a verdade é que só sofrendo podemos saber o que é ser feliz.
Só perdendo sabemos o que é verdadeiramente ter...
Só errando aprendemos a aprender...